
Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos
Reprodução
Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, preso nesta sexta-feira (29), como principal suspeito pela morte de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, é investigado pela polícia como assassino em série.
Exames realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) em outras três vítimas de estupro e feminicídio ocorridos em diferentes anos identificaram o mesmo homem que estuprou e matou Solange.
O g1 tentou localizar a defesa de Reyvan, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Reyvan agia sozinho, sempre com faca, escolhendo mulheres vulneráveis, como grávidas e indefesas. Ele já tinha diversas passagens por estupro desde 2016
Inicialmente, as amostras coletadas indicaram a presença de um mesmo DNA masculino no corpo de Solange, inclusive nas unhas, e em uma bituca de cigarro que foi encontrada no local do crime.
Veja o que se sabe sobre mulher encontrada morta na UFMT em Cuiabá
Reyvan foi localizado dentro da UFMT, onde a polícia acredita que ele procurava novas vítimas. Na delegacia, chegou chorando, mas segundo a polícia, o histórico dele mostra frieza e crueldade.
Segundo a Politec, a análise do perfil genético revelou que o mesmo homem é autor de:
um feminicídio e estupro cometido no ano de 2020, no Bairro Parque Ohara;
um estupro ocorrido no ano de 2021, no Bairro Tijucal;
um estupro cometido em 2022, no bairro Jardim Leblon.
Entenda o caso
Mulher achada morta na UFMT foi vista caminhando no campus horas antes do crime
Câmeras de segurança universidade registraram o momento em que Solange caminha pelo campus um dia antes de ser encontrada morta. As imagens foram captadas às 15h20 do dia 23 de julho.
O corpo da vítima foi achado nas dependências da Associação Atlética Master, uma área desativada do campus.
Segundo a Polícia Civil, Solange tinha diagnóstico de esquizofrenia. Familiares relataram que ela assistia aulas tanto na UFMT, quanto na Universidade de Várzea Grande (Univag), mas que não era aluna de nenhuma das instituições.
O delegado responsável pelo caso, Bruno Abreu, informou que a vítima apresentava marcas na região do pescoço. Um laudo divulgado pela Politec apontou que Solange foi vítima de violência sexual.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Mulher é encontrada morta em campus da UFMT
Barbara Siviero