
Montaria que consagrou Gustavo Silva, de 19 anos, campeão da etapa final da PBR Brazil
A Festa do Peão de Barretos abre na noite desta quinta-feira (28) a 32ª edição do Rodeio Internacional. Ao todo, 35 competidores da montaria em touros e 30 do cutiano, modalidade disputada em cavalos, entram na arena em busca do título de uma das provas mais badalada do evento.
Na montaria em touros, dos 35 selecionados, quatro são de outros países: os mexicanos Álvaro Alvarez Aguillar, vice-campeão da edição de 2024 e que está em busca de uma revanche, e Luiz Eduardo Porto Perez; e os americanos Travis Biscoe e Dakota Tyrell Lewis. A edição conta ainda com a participação do brasileiro Alexandre Cardozo, radicado nos EUA.
Em 2024, o vencedor da montaria em touros foi Everton Natan Silva. Ele desbancou Aguillar na última montada. Natan não volta a competir nesta edição porque se mudou há poucos meses para competir nos EUA.
“Fica uma competição bacana porque de uns anos para cá, eles [estrangeiros] montavam um dia, dois no máximo, e depois caíam e ficavam só os brasileiros. De uns anos pra cá, a molecada vem mais firme”, diz o diretor de rodeios, Marcus Abud.
O diretor de rodeios, Marcos Abud, na Festa do Peão de Barretos 2025
Érico Andrade/g1
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Também estão previstas provas de três tambores, team penning, team roping e a estreia do breakaway roping – prova que reúne mulheres laçando animais.
Os competidores de diferentes regiões do país foram selecionados ao longo da temporada pela Confederação Nacional de Rodeio (CNAR).
A premiação deste ano é de R$ 382,5 mil para o vencedor do touro, e de R$ 160 mil para o do cutiano.
O mexicano Álvaro Aguillar derrotado na final do Rodeio Internacional de Barretos pelo touro Cobiçado
Érico Andrade/g1
Uma parceria com o The American, o rodeio mais bem pago do mundo e que dá 1 milhão de dólares ao vencedor, levará oito atletas aos Estados Unidos em 2026. A diretora de marketing do The American, Jenna Morr, está em Barretos para acompanhar o campeonato.
Ainda de acordo com Abud, a qualidade das boiadas influencia o alto nível da competição. Atualmente, os bois desafiados pelos competidores são mais ágeis, o que garante um grau maior de dificuldade ao peão para se manter oito segundos em cima dos animais.
“A boiada aqui hoje ela tem uma genética muito boa, os bois são muito mais rápidos. Se ele [peão] não tiver treinando, dormindo bem, comendo bem, muita academia, sem isso você não condição de enfrentar esses bichos.”
Atletas brasileiros famosos nos EUA, como José Vitor Leme, o Vitinho, e Kaíque Pacheco, não puderam vir a Barretos porque estão em disputas no exterior.
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