
Sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas (SP)
Fernando Evans/G1
O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) condenou uma produtora de defensivos agrícolas de Sorocaba (SP) a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos pela prática de assédio eleitoral durante a campanha presidencial de 2022. Cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A decisão foi tomada em segunda instância, após a empresa recorrer da sentença que havia julgado improcedente a ação do Ministério Público do Trabalho (MPT).
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Segundo a denúncia, os gestores da empresa obrigavam os empregados a apoiar o então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, os coagindo a vestirem camisas da seleção brasileira e ouvirem discursos pró-Bolsonaro em um evento corporativo realizado em setembro de 2022.
Ex-funcionários afirmam à Justiça que houve coação. A empresa apresentou um documento afirmando que o ato era cívico e em comemoração ao bicentenário da independência e à Copa do Mundo, e que os funcionários foram apenas convidados.
No documento, a Justiça ordena o pagamento da indenização e que a empresa deva adotar uma série de medidas para que sejam evitadas novas práticas de assédio eleitoral, como não promover atos políticos nas instalações da empresa e não coagir funcionários a apoiar candidatos e divulgar comunicado garantindo a liberdade de escolha política dos empregados.
O g1 pediu um posicionamento para a Ihara sobre a condenação, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
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