
Ônibus em João Pessoa
Secom/PMJP
Cerca de 58% das paradas de ônibus em João Pessoa não possuem infraestrutura adequada para os passageiros. De acordo com os dados divulgados pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), dos 1.985 pontos da cidade, apenas 832 possuem estrutura de abrigo adequada para os passageiros.
O g1 procurou a Semob. via mensagens, para saber sobre a existência de um projeto de melhorias para as paradas de ônibus na capital paraibana, mas não obteve retorno até a última atualização desta notícia.
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De acordo com o especialista em mobilidade urbana, André Agra, quando o assunto é mobilidade urbana sustentável, o transporte público ocupa o terceiro lugar na lista de prioridades.
“Óbvio que há uma limitação orçamentária, fiscal, e a prefeitura precisaria investir em larga escala para que todas [as paradas de ônibus] tivessem o padrão que o cidadão merece e precisa”, explica André.
Segundo ele, uma cidade tropical como João Pessoa, onde o clima no verão traz altas temperaturas e chuvas intensas no inverno, tem como uma das principais necessidades básicas de mobilidade urbana a existência de paradas de ônibus com cobertura.
“O que não pode acontecer é nós continuarmos a perpetuar esse status quo da infraestrutura do transporte público, onde quando se fala de mobilidade urbana sustentável, a prioridade número um é o pedestre, a segunda o ciclista e a terceira é o transporte público. A parada de ônibus num lugar que chove, numa cidade tropical que tem uma temperatura alta, um sol escaldante e chuvas fortes, esse é o mínimo conforto que se pode dar ao passageiro”, pontua o especialista.
De acordo com o último Censo do IBGE, o Nordeste é uma das regiões que menos contam com a concentração de sinalizações para a parada de ônibus, o que contribui para desestimular o uso do transporte público.
“Não há, de fato, uma prioridade com determinação, com cultura, inclusive administrativa e de pressão popular e social, para que tenhamos uma infraestrutura de transporte público adequada à real necessidade das cidades brasileiras”, afirmou o especialista.
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