A perigosa conexão entre diabetes e infarto: entenda os riscos para a saúde do coração


A diabetes é frequentemente associada ao controle do açúcar no sangue, dietas rigorosas e uso de medicamentos. No entanto, pouca gente sabe que essa condição também está diretamente ligada a problemas graves no coração, sendo considerada uma das principais causas de doenças cardiovasculares no mundo.
Pessoas com diabetes têm mais chances de sofrer um infarto do miocárdio, em comparação com quem não tem a doença. E o mais preocupante: esses eventos muitas vezes ocorrem de forma silenciosa, sem os sintomas típicos, como dor no peito, o que pode atrasar o diagnóstico e dificultar o tratamento.
“Quando os níveis de glicose se mantêm elevados por muito tempo, o organismo sofre uma série de alterações que afetam diretamente a estrutura e o funcionamento dos vasos sanguíneos. Isso facilita o acúmulo de placas de gordura nas artérias, um processo chamado aterosclerose, que reduz ou bloqueia o fluxo de sangue ao coração”, explica a dra. Bianca Maria Prezepiorski, cardiologista do Hospital Costantini.
O que acontece no corpo de quem tem diabetes?
Além da glicose elevada, o paciente diabético frequentemente apresenta pressão alta, níveis alterados de colesterol e sobrepeso, compondo o chamado “quarteto do risco cardiovascular”. Esses fatores atuam em conjunto, acelerando o desgaste dos vasos sanguíneos e favorecendo a ocorrência de infartos e AVCs – Acidente Vascular Cerebral.
Outro agravante é o dano progressivo aos nervos causado pela diabetes: a chamada neuropatia diabética. Esse quadro pode afetar a sensibilidade do paciente à dor, fazendo com que ele não perceba os sinais de um infarto.
“Há casos em que o paciente chega ao hospital apenas com uma leve falta de ar ou cansaço e, ao fazer o eletrocardiograma, descobrimos que ele teve um infarto sem perceber. Isso torna o cenário ainda mais crítico”, alerta a especialista.
“Quarteto de risco cardiovascular”: além da glicose elevada, pressão alta, níveis alterados de colesterol e sobrepeso.
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Prevenção é o melhor caminho
A boa notícia é que o risco pode ser reduzido com medidas simples, mas consistentes. Manter a glicemia sob controle, adotar uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e realizar exames periódicos são atitudes fundamentais para evitar complicações.
“Quando falamos em prevenção, não se trata apenas de evitar um novo pico de glicemia. Estamos falando de preservar a vida. A saúde cardiovasccom o paciente diabético”, reforça a cardiologista do Hospital Costantini precisa estar no centro do cuidado .
Além do controle da glicose, os médicos recomendam atenção aos seguintes pontos:
Manter o peso corporal adequado.
Controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos.
Parar de fumar.
Monitorar regularmente a pressão arterial.
Realizar check-ups cardiológicos com frequência.
Check-ups salvam vidas
O acompanhamento médico regular é essencial, especialmente para quem tem diagnóstico de diabetes. Um simples exame de sangue pode revelar alterações nos marcadores inflamatórios, colesterol ou função renal — todos indicadores de risco cardiovascular.
“A medicina preventiva deve ser uma aliada do paciente. Não esperar sentir dor para procurar ajuda é um princípio básico para quem vive com doenças crônicas como a diabetes”, finaliza a dra. Bianca Maria Prezepiorski.
Sobre o Hospital Cardiológico Costantini
Fundado pelo médico cardiologista Dr. Costantino Costantini, há 27 anos, o Hospital Costantini é referência em atendimento cardiológico de alta complexidade, com destaque para a excelência em cardiologia. Localizado em Curitiba (PR), o hospital alia tradição, inovação e atendimento humanizado, sendo reconhecido por sua estrutura moderna, equipe especializada e compromisso com a vida. Ao longo de sua história, consolidou-se como centro de referência em diagnósticos e tratamentos de urgência, com tecnologia de ponta e foco na qualidade assistencial.
Diretor Técnico-Médico: Costantino Costantini Ortiz
CRM-PR: 22371
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